Renato Sertori sorrindo, apoiado num pilar de bambu
quem está por trás da Camapu

Oi, eu sou o Renato.

Acredito que a arquitetura deve refletir quem você é, respeitar o lugar onde está e trabalhar a favor da natureza, não contra ela.

Uma casa bem projetada é fresca no verão, acolhedora no inverno, confortável no dia a dia e pensada para a sua rotina. Ela oferece espaço para a vida acontecer, sem criar pequenos obstáculos a cada passo.

Afinal, quando a arquitetura funciona bem, quase não percebemos sua presença. Mas sentimos quando ela não funciona.

É por isso que meu trabalho vai além de desenhar espaços bonitos. São decisões sobre luz, ventilação, materiais, proporções e usos, tomadas uma a uma, sempre em diálogo com você. Para que a casa faça sentido não apenas no papel, mas em todos os dias vividos nela.

Renato Sertori
um caminho feito de curiosidade
  1. Cinema · UFF, NiteróiAprendi a observar, compreender e contar histórias.
  2. Gastronomia · SenacExplorei sabores, culturas e a relação entre os espaços e a experiência de quem os habita.
  3. Arquitetura e Urbanismo · IAU-USP, São CarlosEncontrei uma forma de transformar observação e curiosidade em espaços concretos.
  4. Bioconstrução · estudo e prática contínuosPassei a investigar materiais naturais e técnicas construtivas que aproximam a construção da natureza e aproveitam melhor os recursos disponíveis.

Eu busco conhecer o mundo pelas mãos.

Antes de me tornar arquiteto, quis entender o mundo por outros caminhos. Comecei pelo cinema, na UFF, em Niterói, movido pela vontade de registrar e contar histórias. Depois, me formei técnico em gastronomia pelo Senac, para conhecer outras culturas por seus sabores e cozinhas. Mais tarde, na Arquitetura e Urbanismo da USP, em São Carlos, encontrei uma maneira de transformar curiosidade em espaços, materiais e experiências concretas.

Mas eu não queria apenas desenhar edifícios. Queria entender como eles são feitos, como se comportam e como envelhecem.

Aprender a morar também é aprender arquitetura.

Morei em casas muito diferentes e senti, na prática, como as escolhas arquitetônicas afetam a vida cotidiana. Em Niterói, conheci o desconforto do calor dentro de casa. Durante um intercâmbio em Iowa, nos Estados Unidos, experimentei uma casa afastada de tudo. No Brooklin, em São Paulo, vivi uma realidade conectada à intensidade da cidade. Em São Carlos, onde nasci e me formei, morei com meus pais, sozinho e em república.

Cada experiência me ensinou algo sobre conforto, privacidade, convivência, deslocamento e pertencimento. Aos poucos, entendi que arquitetura não é apenas aquilo que vemos: é também tudo aquilo que sentimos e fazemos dentro de um espaço.

Sustentabilidade para além da aparência.

Meu interesse pela arquitetura sustentável começou quando conheci o Bosco Verticale, em Milão, um edifício que propõe integrar vegetação à vida urbana em grande escala. A ideia me fascinou. Mas também despertou uma pergunta que continua comigo: até que ponto uma solução aparentemente sustentável é sustentável quando consideramos tudo o que ela exige para existir?

Na faculdade, o livro Cradle to Cradle ampliou essa inquietação. Passei a olhar com mais atenção para o destino dos materiais, para o entulho gerado pelas demolições e para a quantidade de recursos que uma construção consome ao longo de sua vida. Foi quando comecei a me interessar mais profundamente pela terra, pela madeira, pelo bambu, pela palha e pelas técnicas construtivas que aproveitam os recursos locais e permitem construir, reparar e transformar com menos desperdício.

O futuro também pode aprender com o passado.

Não precisamos reinventar tudo. Existem técnicas desenvolvidas e aprimoradas ao longo de gerações que, combinadas ao conhecimento científico e às ferramentas de projeto atuais, podem oferecer respostas relevantes para os desafios de hoje.

Quando compreendemos o clima, a trajetória do sol, os ventos e as propriedades dos materiais, podemos tomar decisões que favorecem o conforto desde a concepção da casa, reduzindo a dependência de sistemas artificiais sempre que as condições permitirem. É essa combinação que me interessa: a inteligência dos conhecimentos tradicionais, a precisão da tecnologia e o respeito às particularidades de cada lugar.

Da ideia à obra.

Minha primeira obra foi o lavabo da minha irmã. A partir de uma lavanderia existente, reimaginamos o espaço para criar um lavabo, uma nova lavanderia e um armário multiuso. ver o Lavabo Friends →

Era uma intervenção pequena, mas que reunia muito do que me interessa na arquitetura: perceber o potencial de um espaço, entender as necessidades de quem o utiliza e encontrar soluções para fazer mais com o que já existe.

É assim que gosto de trabalhar na Camapu. Observar antes de propor, compreender antes de desenhar e tomar cada decisão com intenção. Porque, no fim, arquitetura não é sobre impor uma ideia a um lugar. É sobre descobrir o que aquele lugar e as pessoas que vivem nele precisam para funcionar melhor.

vamos conversar?

Vamos dar forma ao que você imagina?

Conte o que você tem em mente. A gente escuta, troca ideias e encontra junto com você o melhor caminho para começar.